OUSADIA

 



Uma vocação

não é um simples convite

para abraçar um estado de vida,

mas o próprio sentido da vida.

 

VER O NATAL DO SENHOR

 


«Se Cristo tivesse nascido

mil vezes em Belém,

mas não nasce em ti,

então nasceu em vão».

(A. Silesius)

 

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O Verbo tornou-se Pessoa Humana; a Palavra de Deus encarnou e veio habitar com os Seus irmãos, proclamando o Reino.

Somos convidados a acolher a Palavra de Deus Encarnada e somos desafiados a encarnar na vida e no mundo a Palavra que Ilumina e Aquece.

A Oração Litúrgica - Completas
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A Oração Litúrgica
Laudes e Vésperas
Ritual
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As COMPLETAS (ORAÇÃO DA NOITE)
Segundo a Instrução Geral, a oração da noite é a última do dia, e reza-se antes do descanso noturno, mesmo passada a meia-noite, se for o caso (IGLH 84), lembrando-nos aqui da oração de Paulo e Silas, na prisão (Cf. Act 16,25).
Começa, como as demais horas do Ofício Divino, com o verso “Deus, vinde en nosso auxílio...”, seguido do “Glória ao Pai...” e “Como era...”, com Aleluia. Este omite-se no tempo da Quaresma.
Após a introdução, propõe-se um breve exame de consciência, como louvável prática da piedade cristã (IGLH 86). Segue-se-lhe o hino indicado. Para a Oração da Noite, são propostos apenas três hinos: um, para o Tempo Pascal, e dois (A e B) para o restante do Ano Litúrgico. No Próprio do Tempo, ou no Ordinário, é indicado qual dos dois hinos é apropriado para a recitação litúrgica, fora, pois, do Tempo Pascal.
Segue-se então a salmodia, com os salmos 4 e 133 (134), para as I Vésperas dos domingos e solenidades, e para as II Vésperas, o salmo 90 (91), com suas antífonas. Para os outros dias, o salmo encontra-se no Saltério, mas pode-se tomar a salmodia do domingo para aqueles que queiram rezar de cor a Oração da Noite (IGLH 88).
À salmodia segue-se a leitura bíblica, com seu responsório, depois dos quais recita-se o cântico de Simeão, “Nunc Dimittis” (Lc 2,29-32), também acompanhado por sua antífona. O cântico evangélico aqui referido constitui o ápice da oração noturna.
Finalmente, vêm a oração conclusiva, a bênção, mesmo em particular (“O Senhor nos conceda...”), e uma das antífonas da Virgem Maria, com a qual se encerra a Oração da Noite.
A exemplo do que acontece na liturgia da missa, na Liturgia das Horas as solenidades do Natal e da Páscoa são celebradas com Oitava, dando assim aos dias seguintes o mesmo caráter festivo da celebração principal. Nos dias da Oitava, a Oração da Noite é então a do domingo, alternando os dois formulários propostos, de I e II Vésperas.



Pela riquíssima Instrução Geral, “que é um verdadeiro tratado de oração”, podemos perceber que a Liturgia das Horas é essencialmente bíblica, não só em seu conteúdo, mas também em suas formas, dada ainda a sua conotação simbólica no que diz respeito às horas da celebração.
A Liturgia das Horas mantém, pois, a estrutura essencial de “diálogo entre Deus e seu povo”, como também “entre Cristo e a Igreja” ((IGLH 14 e 15).
Nesse diálogo salvífico, é preciso deixar sempre a Deus a iniciativa. Rezar é sobretudo escutar. Este era o segredo do povo bíblico (“Escuta, Israel...” Cf. Dt 6,4). Por isso, a oração bíblica é sobretudo contemplativa, e agora, com a plenitude da revelação do Novo Testamento, vive então a Igreja o cume da riqueza cristológica e trinitária.
Na dimensão, pois, trinitária da prece cristã, o Pai é a sua fonte e seu fim; Cristo, seu mestre e único Mediador; e o Espírito Santo, sua força orante e seu vínculo profundo de comunhão. Daí, na Igreja e na liturgia, o adágio: “Ao Pai, por Cristo, no Espírito Santo”.


BIBLIOGRAFIA

- Instrução Geral sobre a Liturgia das Horas (IGLH)

- A Sagrada Liturgia  (SC)

- Bíblia